Genética já virou quase uma brincadeira de criança, dessas estilo Lego. Montar e criar da maneira que bem entender. Alguns defendem que seja em prol da melhora na expectativas da vida dos futuros descendentes. Já acredito que boa parte seja capricho.
Saber que um embrião pode desenvolver uma doença que o prejudicaria e fazer um tratamento prévio antes mesmo de concretizar a vida em si é fantástico, mas tal tecnologia perde a utilidade quando voltado a fins cosméticos ou simplesmente impulsionados por gostos pessoais. Buscar tais recursos visando meros detalhes, como uma criança loira de olhos azuis, é pura bobagem.

Um campo complicado de se interferir é o meio científico. Mais parece uma guerra de religiões, do que pessoas instruídas e capacitadas em prol de avanços tecnológicos. Mas ao passo que caminham as descobertas e se tornam cada dia mais comuns ao dia de qualquer pessoa não me surpreende que em breve possamos escolher nossos filhos como se fosse um prato de restaurante.
Royce Hailey, inventor do drive thru elaborou sua idéia baseado na preguiça das pessoas de saírem dos carros para comer. Talvez o efeito seja o mesmo na reprodução humana. Porque o esforço de fazer do modo tradicional e correr o riscos, se existe um modo mais fácil.
Colocar um pouco mais de molho. Trocar o alface por batatas soa muito normal se for em recinto alimentício, mas imaginar em um centro médico alguém de frente a um painel eletrônico pedindo um número 2 com mais pigmento na pele e olhos verdes já parece bem estranho, mesmo sendo essa quase uma realidade.
Eis uma tirinha do Cyanide and Happiness que transmite bem a idéia.

















deixe seu comentário
2 intromissões