
Existe toda uma teoria de que se forçar o aluno a frequentar as aulas trará bons resultados na aprendizagem, mesmo que não haja interesse algum de absorver o conhecimento que é passado pelos professores. Prova disso são os projetos de auxílio financeiro do governo pra quem permanece nas escolas.
Mas fugindo do ensino fundamental e médio, essa cobrança permanece mesmo depois do ingresso na universidade. Claro que deve haver comprometimento por parte do universitário em acompanhar os conteúdos e seguir com o cronograma estipulado para sua formação, mas isso deveria ser controlado de uma forma diferente. Não é porque uma lista foi assinada ou uma chamada foi respondida que significa que o tempo foi bem aproveitado.

Lista de chamada num papel higiênico
Estudar é um compromisso e é totalmente influenciado por questões externas à instituição, seja humor, problemas de relacionamento ou mesmo metodologia de aprendizagem. Há muitos universitários que assimilam muito mais conteúdo de determinadas matérias sozinho, do que em turma, mas para outras matérias vale o inverso. Pensando por esse lado, se houver uma obrigatoriedade de presença em todas as aulas o crescimento em algumas área ficará minimizado.
Existe também a idéia de que se não houver cobrança haverá poucos alunos nas salas, mas isso pode ser comparado a uma seleção natural: os mais aptos sobrevivem, ou no caso, os mais cientes da sua situação evoluem no processo.

Utilidade de um blog na vida acadêmica
Não deve-se levar a proposta de modificar o estilo de contagem de presenças como uma crítica radical, mas sim um ponto a se considerar em prol da melhoria tanto do ensino quanto da aprendizagem. Ou você nunca foi prejudicado por algum aluno que não estava nem um pouco interessado em ficar na aula e ficava atrapalhando a todos ? Ou uma questão mais forte ainda, quem sabe não era você esse aluno ? Huha…

Realmente, conheço pessoas (inclusive eu mesmo) que, mesmo manjando muito da matéria, reprovaram por faltas. Isso é muita sacanagem!
Se objetivo é me fazer ter a compreensão total da matéria, e eu já tenho tal compreensão, não precisam me explicar de novo!
Me liberem para que eu possa seguir em frente e aprender coisas novas!
O máximo que vai acontecer é eu bombar na prova, mas isso é problema meu!!!
Ps. AlgorÍTImos com acento agudo e “i” depois do “t” foi fod@ ein rsrsrs
Já fui dos dois lados… mas é praticamente impossível forçar alguém a prestar atenção…pra onde você olha não é necessariamente no que você está pensando.
Aff! Detestoo chamada! Tbm já estive dos dois lados… Tem hora q eu qro aprende e a sala tá uma zona… E tem hora q eu simplesmente quero dormi! Mas esses 75% de presença é lei não é? Impossível de mudar?
auhahuuhauhauha, fato… agora em materias como psicologia, direito e legislação, convenhamos, vai fazer alguma diferença ficar ou não na sala, afinal a unica cobrança é que voce leia um livro e responda umas questoes…
listas de chamada são uma ogragem!
@Hugo A imagem ai sobre a aula de algoritmos eu peguei de um blog do curso de informática da UEM… deslize grave do cara hein uahau
Ano passado rolou dessa do prof fazer chamada oral sempre no fim da aula pq uma vez todo mundo assinou a lista e sobrou só 3 na sala pra assistir aula.. hehehehehehhe
Concordo… eu sou professor universitário e acho um saco ficar fazendo chamada. Se nao quer ir na aula, fique em casa, vai passear, vai catar coquinho… mas é melhor do que ficar pertubando a aula. E tem gente que aprende melhor estudando sozinho mesmo… Se tem nota, nao tô nem aí para as faltas.
É necessário que lembrar que o ensino superior trata-se de um processo profissionalizante. Exigir presença/horários e outras formalidades é um meio de preparar o indivíduo para seu ingresso no mercado de trabalho como profissional. Ou você acha que todo mundo que se forma nas universidades brasileiras vai trabalhar na Microsoft? E, sinceramente, qualquer sujeito que fica atrapalhando aula dentro de um curso universitário certamente ainda pensa que está no ensino médio. No meu curso, por exemplo, as provas não costumam ser extremamente desafiadoras e é nas aulas práticas que nós vemos quem tem capacidade de atuar como médico e quem talvez acabe matando alguém propositadamente ou por falta de preparo. Vocês querem ser atendidos por médicos que não frequentam as aulas práticas? Querem ser examinados por gente que não aprendeu a examinar e só leu o que tem no livro? Vocês acham que um sujeito bitolado no livro será capaz de atendê-lo adequadamente em um consultório e te passar a segurança que você necessita em um momento de fragilidade? Lembrem-se que aquele professor ancião de Cálculo pode não ser a coisa mais divertida do mundo, mas suas atitudes diante dele (assiduidade, participação, etc) mostrarão que tipo de profissional você virá a ser, caso chegue a colar grau. Por fim, considero lamentável um professor universitário acreditar que avaliações escritas são o suficiente para avaliar um aluno de curso superior.
Tem gente que tem a falsa ideia de que o curso superior é seu grito de liberdade após anos de opressão no colégio. Na verdade, quanto mais você avança, mais a corda aperta no seu pescoço. Entretanto, tem gente que não percebe o processo enquanto ele se dá e, quando menos espera, tá morto.