Desmistificando o trote

Adentrando à primeira semana do ano letivo universitário de 2010, os preparativos para a maratona de estudos já constam nos planos de muitos dos estudantes, mas não a maioria, já que não podemos esquecer que a segunda foi marcada pela grande festa de celebração para os novatos no meio acadêmico, também denominada trote.

O trote frequentemente toma conta das mais diversas mídias devido a tragédias causadas pela ignorância e falta de limite de alguns, mas não pode ser generalizado como um acontecimento ruim. O grande motivo dele acontecer é para acontecer o primeiro contato entre os universitários mais experientes e os que chegam, mesmo que este contato seja baseado em variedades de ingredientes de bolo ou terra.

Sarna e computeiros em 2007 no pós trote

Sarna e computeiros em 2007 no pós trote

Em certas universidades é imposta uma certa obrigatoriedade aos calouros para participar do evento e obedecer os que comandam, fato que dá margem aos excessos. Esse excesso que tem como consequência os acontecimentos que viram notícias. Muito mais por falta de bom senso por parte dos participantes do que pelo evento em si.

Pode parecer estúpido ou um ato desumano sujar ou fazer as diversas brincadeiras, mas há muita coisa por trás de um simples ovo quebrado. O grande benefício que pode ser utilizado como justificativa para a realização do trote nas universidades é o contato entre os estudantes dos diversos anos de um mesmo curso. É certo que a integração pode abrir portas seja para um crescimento tanto dentro da instituição como fora, já que os mais velhos tem mais conhecimento e mais participação na área, em alguns casos até influência de encaminhamento no mercado de trabalho.

Oh.. yeaaa

Oh.. yeaaa

Dependendo da região ou instituição há extensões do trote por semanas ou meses, a chamada calourada,  com as famosas cervejadas, principalmente com intuito de pegar os que se livraram dele nos primeiros dias. O que seriam dos almoços na faculdade sem as histórias que correm o país de trotes bem elaborados. Ou vai dizer que nunca ouviu sobre os calouros que só podiam comer com facas? Vale lembrar que facas de restaurantes universitários não possuem pontas, serras ou qualquer corte.

Não tenho dúvidas que muitos estão nervosos com minhas colocações, mas eu gostaria de salientar sobre os trotes solidários. É também uma modalidade de trote, mas com um caráter diferenciado. Pintar paredes, plantar árvores, doação de sangue ou promover arrecadação de alimentos são alguns exemplos das atividades realizadas. Não pode haver um meio termo entre as brincadeiras com tintas e um pouco de seriedade social? Creio que isso não mereceria repreensão.

calouro em trote solidário

Doação de sangue em trote solidário

Fica aqui os merecidos parabéns aos calouros por entrar numa nova fase da vida estudantil e um belo alerta sobre o vestibular ser a parte mais fácil da vida universitária. Quero ver é se formar. Entrar é moleza.

Ps: Eu participei do trote e posso dizer que foi uma experiência que só trouxe benefícios dentro e fora da faculdade. Fique atento a abusos e bora festar estudar.

Mora sozinho quem pode, dorme sozinho quem quer

Mais do que uma experiência diferenciada, morar sozinho por vezes uma necessidade. Não é verdade que só quem passa por isso encontra a felicidade, muito menos que todos que tem seu próprio espaço encontrem, o fato que determina o quanto é importante você poder denominar um lugar de seu são as regras que são impostas nele, nesse caso, por você mesmo.

Pode parecer confuso e um tanto infantil essa visão de fugir do aconchego da casa dos pais para viver num ambiente onde você determina o que é certo ou errado. A intenção não é causar uma revolução e promover uma anarquia, onde os filhos saiam de casa para viver em falsas liberdades numa casa qualquer. O fato é que se o objetivo é sumir dos olhos dos pais a idéia de crescimento já foi ignorada e tudo que resta é o querer de festa e baderna. Só não se pode esquecer que no final não há quem limpe a sujeira por ti.

Retomando o fator morar sozinho, há muitos pontos interessantes nessa situação, tais como desenvolver um senso de maturidade e habilidades antes não requisitadas. Saber lavar louça se torna muito necessário depois do primeiro mês longe da mãe.

Mas o principal fator de não ter quem lhe vigie na sua própria casa se faz mais visível quando se é solteiro, principalmente para os barbados em tempos de faculdade ou adolescência eterna. Isso porque os hormônios estão em alta e a carteira em baixa, então motéis nem pensar. Resta aos sedentos levar as presas para o covil, humilde residência ou abatedouro. Nomes típicos dados ao quarto por esse tipo de marmanjo.

Tal assunto veio a tona diante de um vídeo publicitário que aborda o fato de um rapaz levar uma garota num clima romântico para sua casa. O porém, ele é um dos desfavorecidos de casa própria e ainda mora com os pais. O efeito disso numa noite de sexo selvagem é devastador.

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Mas antes que alguém condene o fato de morar fora ser apenas para motivos de sacanagem, vale lembrar que há muitos incidentes na própria casa de família.

Passo a passo do virgem antes da formatura

Se todo mundo fosse bom em tudo já ao nascer o mundo seria muito chato. A graça está nas diferenças. E o sexo não foge dessa regra, alguns são mais precoces, outros que demoram mais para descobrir e os que escrevem livros de cálculo e física, esses sim morrem sem saber.

O cinema nos ilude que a faculdade é repleta de mulheres nuas correndo nos corredores e festas regadas a bebida o dia inteiro ao melhor estilo American Pie. Não estou desmentindo inteiramente. Isso é mais pra cultura americana. Aqui vejo um monte de marmanjo jogando video game e mulher com muita roupa.

Mas nem tudo são trevas, ainda há o conceito de vida sexual escondido por baixo dos edredons, jogado por cima das mesas, nos cantos da bibliot… enfim, existe por todo lado.

E para não entrar na faculdade e se deparar com um mundo onde se concentra a maior quantidade de notas baixas e pensamentos libidinosos cercando um pequeno calouro virgem, nada melhor que um guia passo a passo de como se tornar um mestre dos lençóis antes que seja tarde demais e passe a formatura.

Segundo o autor e meu amigo, Rafa Barbosa:

“Com toda a sagacidade e experiência que me é peculiar, venho ensiná-los em mais um guia prático o ato mais nobre de um formando do colégio. Quer ser maneiro? Quer ser legal? Quer chegar na faculdade abalando? Quer ser o rei da foda? Então siga o Guia Prático para Transar antes da Formatura!

Em que lugar você senta?

Me contrariem se for mentira, mas o primeiro dia de aula praticamente vai definir o lugar onde você sentará durante todo o ano. Salvo ocasiões onde algum professor obriga a mudança, sendo um tal de comportamento o responsável por isso, mas sinceramente não é algo que eu entenda muito para poder explicar.

O lugar escolhido depende muito do estilo do estudante. Existem as zonas demarcadas para cada tipo de estudante.

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10 Jun
Matar aula

Matar aula não é crime como somos induzidos a acreditar. O fato de dar uma escapulida de um trabalho entendiante ou de uma explicação sonolenta é condenado por muitos. Nesses muitos estão incluídos professores, coordenadores e pais.

Não, seus amigos nunca irão condenar sua estripulia. O máximo que pode acontecer é eles participarem junto.

Bart e sua trupe, exímios matadores de aula

Matar um aula não significa necessariamente que você sequer apareceu nela. Há muitas formas de matar aula estando dentro da sala de aula. Ficar alienado e pensando em assuntos totalmente fora do ambiente pode ser considerado uma matança de aula. Ficar secando uma amiguinha bonitinha também é! Mas os métodos mais comuns e eficientes no quesito não lembrar nada depois são o descanso forçado debruçado na mesa e ilustrações de alto nível em superfície plana, em outras palavras, dormir na cara dura e desenhar na mesa toda.

Vale lembrar que com a popularização da informática, em todo lugar há aulas de computação ou que utilizem laboratórios. Nem preciso dizer que é raro quem faz algo relacionado à matéria nesses períodos. Orkut, messengers e blogs dominam as telas do computadores.

Estudante aplicado que sabe o que é conteúdo de verdade. Que fazer trabalho que nada, bora ler um blog.

Para quem gosta de inovar nos métodos de escapar de uma sala de aula, pode optar por saídas mais excêntricas fugindo do comum, pular janela ou sumir de fininho.

versão brasileira | versão americana

I love college

Que a universidade é a melhor época da vida de um estudante nem preciso dizer, mas explicar o porquê disso não é tão simples. Talvez seja pelas novas experiências, pelos estilos diferentes que acaba conhecendo ou pela bagunça. Provavelmente é pela bagunça.

Quando se sai do colegial há duas alternativas, definidas por um processo seletivo um tanto carrasco: ou você vai para um cursinho dar uma revisada em tudo que você sequer prestou atenção nas aulas do colegial ou você cai direto em um mundinho totalmente diferente, com parceiros dos mais loucos estilos possíveis e onde ninguém está preocupado com a sua aprendizagem, somente em lhe transmitir o conhecimento. Correr atrás de assimilar tudo fica por conta de cada um.

Mas nem tudo são dificuldades, lembrando sempre da parte acelerada e e divertida da coisa toda. Não digo somente festas, bebida e putaria, mas sim de estar com amigos e poder bagunçar em parte como quiser. Deixarei detalhes de lado pois há uma música que ilustra bem a curtição na universidade.

“Cara, eu amo faculdade
Eu amo isso
Aquela festa ontem à noite
Boa noite todo mundo, preciso voltar a cabeça pra aula um pouco”

O vídeo oficial está sob direitos autorais, mas acesse por aqui: I love college – oficial

Talvez tenha sido um tanto radical quando citei que ninguém está preocupado com o que se aprende, pois na verdade estão atentos ao conhecimento que tem quem sai de lá, tendo em vista que se formem bons profissionais, mas a parte complicada disso é sair ileso do sistema universitário. Entenda ileso como formado. E parodiando a música de Asher Roth que retrata a curtição do mundo acadêmico, os dois vídeos seguintes tratam a parte chata complexa.

I hate college | I hate knowledge

Apesar do perigos que a matérias nos oferecem dentro das salas de aula, digo exames, só de estar na universidade a história já muda. A vida é diferente, e o aprendizado independente do assunto é fantástico.

Desligue o celular …

Um fato bem desagradável me ocorreu há um certo tempo: na volta da páscoa, para ser mais exato, o ônibus com o qual voltava para maringá foi assaltado. Acabei perdendo entre outras coisas o meu celular. Contudo passado o lado negativo, se é que existe um positivo, percebi que não sentia tanta falta de um aparelho pequeno, cheio de funções e que poucos usam para fazer ligações. Comecei a pensar um pouco sobre isso.

Celular vem sendo mais um objeto de adorno do que propriamente uma ferramenta para facilitar a vida. Lógico que não serei hipócrita e sairei gritando: “os celulares são o mal do mundo”, mas podemos dizer que são o mal das crianças. Percebo isso já que não faz muito tempo que era uma criança e lembro do dia que fui comprar meu primeiro celular! Nokia 2280, um azul que acendia todo. Febre de vendas entre crianças, com o melhor jogo já criado para celular: o da cobrinha. Lembro também que raramente tocava mais que 3 vezes por semana e em 99% dos casos eram meus pais.

O que realmente acontece hoje é que o celular estimula o consumismo entre jovens, existe um obsolescência programada, celulares novos são lançados antes mesmo do primeiro lote do “antigo” ser vendido, com propagandas que estimulam a idéia de que quem tem o novo é “legal” quem não tem é “não legal”.

Saindo um pouco do lado jovem da questão,  sempre achei o telefone um meio pobre de comunicação. Uma falsa noção de proximidade e intimidade. Você se esconde por traz de cabos, tempo e espaço. Trazendo uma segurança de não interação entre emissor e receptor, uma falta de linguagem corporal, logo uma perda considerável de comunicação. Digo que acho pobre, não dispensável, vivo a 500km de “casa” e o telefone é o meio de comunicação mais fácil e rápido.

Felizmente o telefone fica em casa! Não mais! Como se não bastasse sermos, as vezes, incomodados quando estamos em nosso lar. Levamos o agente incomodador para todos os lugares. Nossas caminhadas, nossos jogos, nossos momentos de diversão, momentos que não queremos lembrar de nada, subitamente tirados de nós com um simples toque por alguém que não quer te deixar esquecer que tem problemas.

Não digo para que abandonem seus aparelhos. Apenas se der vontade de conversar com alguém e tenha condições físicas de estar junto…

desligue o celular e bata na porta!

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